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Português de Portugal

O que eu mais gosto na cobertura jornalística da Copa do Mundo é a possibilidade dos jornalistas descobrirem histórias maravilhosas e fatos curiosos que passariam despercebidos em outras ocasiões e que conseguem fugir da mesmice dos temas e das discussões construídas para atrair a atenção dos leitores/espectadores.

Folheando o jornal O Globo atrás de uma boa foto da Copa para nossa seção Ponto de Vista (aliás, se alguém tiver sugestão, nós aceitamos), encontrei essa materinha da jornalista Sandra Cohen. Reproduzo-a, dando os devidos créditos a ela e ao jornal:

"A cueca do Robinho em Cristiano Ronaldo"

Apesar da língua em comum, glossário do futebol revela diferenças entre brasileiros e portugueses

Sandra Cohen, enviada especial à Lisboa

Falamos a mesma língua, mas num jogo de futebol, quanta diferença... Goleiro é guarda-redes, trave é poste e tiro de meta, pontapé de baliza. Ouvir pelo rádio a transmissão de uma partida em Portugal, uma simples entrevista de um jogador português ou mesmo o noticiário esportivo deixa qualquer brasileiro confuso, à procura de um intérprete.

Na bem-sucedida finalização de uma jogada, com ou sem vuvuzela, o grito é por golo, e se, por azar ou incompetência, ele for contra, autogolo.

- Levei um bom tempo para me adaptar aos termos. Já sou capaz de discutir futebol com um português, mas jamais vou gritar golo em vez de gol - diz o brasileiro Josias dos Santos, que mora há três anos em Lisboa e serve cafés num quiosque do shopping Amoreiras, no Centro.

Briga no balneário

Aqui ninguém vai ao jogo, mas à bola, e a partida é sempre disputada no relvado. Torcedores são adeptos. Quando Cristiano Ronaldo chutou na trave, o que poderia ser um golo no fim do jogo contra a Costa do Marfim, para os comentaristas portugueses ele atirou ao poste, no limiar do golo. Quem marca o impedimento (fora do jogo) é o fiscal de linha, nosso popular bandeirinha. O bate-boca entre o jogador Nicolas Anelka e o técnico Raymond Domenech, que detonou neste Mundial - a segunda revolução francesa após a derrota para o México, ocorreu no balneário. Entenda-se balneário por vestiário.

Posições de jogadores são um capítulo à parte nessa complicada tentativa de entender quem é quem dentro de campo quando os narradores são portugueses. O zagueiro Lúcio é defesa-central; o meio-campo Elano, médio; o meio Kaká, ponta de lança; e o centroavante Luis fabiano, avançado.

Cueca ou caneta?

Amanhã, em Durban, a equipa canarinha, como o nosso time é conhecido aqui, enfrentará os navegadores - o plantel de 11 jogadores portugueses - para disputar a liderança do grupo G. O que se diz aqui é que só por uma fatalidade, a equipa portuguesa não será apurada para os oitavos do Mundial. Mas resta a nós, brasileiros, esperar por uma cueca do Robinho em Cristiano Ronaldo.

Muita calma nessa hora: é só uma caneta.

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Fica aqui também minha torcida: #VaiBrasil

Karina Padial



Escrito por blogimprensa às 16h02
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