Perfil
Blog da revista e portal IMPRENSA, dedicados à cobertura e análise da mídia. Comunicação, jornalismo, publicidade, assessoria de imprensa, relações públicas, propaganda, rádio, internet e televisão estão entre as pautas do BlogIMPRENSA.

Expediente

Histórico


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 Luli Radfahrer
 Querido Leitor
 Futebol na Mídia
 The New World Lusophone
 Gastronomix
 Nova Corja
 O Biscoito Fino e a Massa
 Josias de Souza
 Marcelo Tas
 RPalavreando
 Pensar Enlouquece
 Interney
 Contraditorium
 SimViral
 Pedro Dória
 Ricardo Noblat
 Brainstorm #9
 Garotas que Dizem Ni
 Estilo Próprio
 Ilustrada no Cinema
 Repórter Net
 Mundo Tecno
 Rio Fanzine
 SmellyCat
 Assim como você
 Circo da Notícia
 Fernando Lessa
 Os Hermanos
 Me deu um estalo



 


O jornalismo perto das grades

Faz exatos dois meses em que nada é publicado neste blog. Eu, particularmente, estava esperando um momento propício e estava ansiosa por isso. E ele chegou, agora. Hoje é Dia Mundial da Liberdade de Imprensa e essa matéria foi publicada no Estadão de ontem, domingo, dia 02 de maio. O relato de um jornalista brasileiro que esteve em Guantánamo. Vale mais pela curiosidade de saber como as coisas (não) funcionam por lá.

Obsessão com segurança marca a rotina dos jornalistas, por Roberto Simon

"As ótimas histórias e o polêmico debate que envolve Guantánamo fazem salivar qualquer jornalista que visite a base naval americana em Cuba. Mas vida de repórter, por aqui, é complicada. Todas as informações são submetidas a um rigoroso controle militar, que inclui de telefones grampeados a sessões diárias de censura de fotos e vídeos.

Jornalistas dormem em um conjunto de tendas e, sozinhos, só podem andar cerca de cem metros, até a sala de imprensa. Para se locomover nos outros 3.250 quilômetros quadrados da base - seja para visitar instalações, comer no McDonald's (o único na Ilha de Cuba), ou tomar uma cerveja no bar jamaicano com vista para a bela Baía de Guantánamo - é preciso ser escoltado por um oficial da divisão de relações públicas.

Há apenas uma exceção à regra: quem quiser fazer um cooper matinal pode seguir sozinho por uma estradinha, mas desde que identificado com um cinturão amarelo fluorescente. O maior número de restrições, porém, recai sobre as imagens registradas. Nenhum guarda ou detento da prisão pode ser identificado. Fotos panorâmicas da base são impensáveis. Estão vetadas também torrer de controle, antenas, caixas d'água, câmeras de vigilância e tudo o que é considerado de valor estratégico.

Em um só noite, o censor militar apagou 36 fotos do Estado. Numa delas, o motivo foi que a ponta de uma chave aparecia na mão de um guarda, no canto da foto. Assim , supostamente, seria possível fazer uma cópia do objeto. Em outra, era visível metade do crachá de um colega repórter, item que igualmente consta na lista de proibições.

Mas não são apenas restrições à informação que dificultam a vida de jornalistas em Guantánamo. Há incômodos adicionais, como mosquitos no fim da tarde, banhos gelados e latrinas coletivas. Entretanto, as histórias e a polêmica - além da praia caribenha e das iguanas gigantes - compensam o desconforto".

 

Espero que os próximos encontros sejam mais frequentes!

Karina Padial



Escrito por blogimprensa às 17h32
[] [envie esta mensagem] []




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]