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Estados Unidos - É chegado o dia do lançamento?

Na CES 2010 foram vários os modelos, preços e opções dos e-books. Entre eles o Kindle. Entretanto, os burburinhos acerca do lançamento do Tablet da Apple tomaram conta dos corredores da feira. Jornalistas especializados afirmam que a empresa é cuidadosa ao extremo em relação aos seus lançamentos. Fontes não oficiais anunciavam no começo deste mês que a  matéria prima para a produção já teria chegado à Apple. Em matéria do The New York Times (Folha de S. Paulo) de ontem, especialistas informavam que o Tablet seria a salvação para a indústria de conteúdo, pois reacenderia o interesse pela leitura. Este produto tem sido um dos "gadgets" mais esperados, uma mescla de iPhone com MacBook  de 7"  com tela touchscreen e tal, que custará aproximados US$1.000, um misto de computador com acesso a internet  e utilização de aplicativos . Além disso, é possível que ele entre na moda dos e-books, muitas empresas de conteúdo como jornais e revistas já são procuradas pela Apple para uma “possível’ digitalização de publicações. Recentemente consultando um jornalista especializado para uma matéria de tecnologia ouvi que nada pode ser comparado ao que a Apple está para lançar, vai revolucionar a forma de consumo de informação. Esse mesmo jornalista disse que a empresa não deixa vazar informações justamente para não criar expectativas e posteriormente frustrar os consumidores, é esperar pra ver.

A última notícia do tema foi o evento marcado para o dia 27 pela Apple. Muitos perguntam será o lançamento? Mas o convite direcionado aos jornalistas diz somente "Venha ver nossa nova criação".

Luiz Gustavo Pacete



Escrito por blogimprensa às 17h41
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Estados Unidos – O sonho ainda está longe de realizar-se

Hoje os Estados Unidos comemoram o Dia de Martin Luther King – toda terceira segunda do mês de janeiro - feriado que celebra a vida do pastor protestante e Nobel da Paz que soube fazer de sua crença e das premissas de sua religião algo útil à sociedade em que vivia. Usou a bíblia para lutar pelos "mais fracos" e não contra os mais fracos - George W Bush e pastores conservadores utilizaram o livro cristão para justificar a guerra. À sua época Martin Luther King foi a voz em uma nação que segregava seus filhos descendentes daqueles que chegaram pelo Caribe às colônias britânicas e deram o sangue pela pátria. A luta de Luther King não foi utópica, mas humana e resultou no direito de quem jamais deveria ser vítima do racismo – direito ao voto, o fim da segregação, o fim das discriminações no trabalho e outros. Sua luta resultou em conseqüências pessoais - foi assassinado em 4 de abril de 1968 - mas efetiva contra o preconceito. Depois dele Barack Obama fez história, mas não com a prerrogativa de ser negro, não se aproveitou do discurso racial, e sim porque também é resultado do sonho e do esforço de Luther King.

Os Estados Unidos representam o berço da religião protestante na América. Influenciado pelos puritanos vindos da Inglaterra no séc.XVIII. Atualmente é lamentável ver que existem pastores e lideres protestantes aos montes nos naquele país que desvirtuaram pela “teologia da prosperidade”, aquela que influencia o Brasil desde os anos de 1980, muitas igrejas no país foram sustentadas por essa corrente - e estão longe de seguirem o exemplo de Luther King. Se aqui vemos o apelo dos pastores por dinheiro para sustentarem seus programas de televisão, isso é feito de forma explicita e agressiva por lá. Apenas com apelos televisivos um dos pastores mais famosos dos Estados unidos Rick Warren, arrecadou US$2,4 milhões no final do ano passado. Muitos destes religiosos se posicionam exatamente de forma contraria ao que pregou Luther King. Exemplo mais recente foi o pastor Pat Robertson que disse que o Haiti neste momento sofria do pacto que havia feito com o diabo no passado. Mesmo que isso tenha sido exagero da mídia, como muitos afirmam, Mr Robertson tem um histórico de declarações absurdas homofóbicas e segregacionistas.

A comemoração não pode ser completa, pois os avanços quanto à questão racial em termos mundiais e em pleno século XXI ainda são pífios. Continuamos a presenciar comentários, manifestações e atitudes desastrosas que remetem ao preconceito e a intolerância e não digo só racial, mas religiosa e cultural, marcadas pelo ódio e falta de respeito – na última semana o cônsul do Haiti em São Paulo George Antoine proferiu palavras de ofenda contra a religião e o povo de seu país. Além disso, outros povos carregam violências históricas, falo dos ciganos na Europa. Dos “dalits” na Índia - muitos empresários se recusam a trabalhar com os considerados impuros pela sociedade de castas, mesmo apos a legislação determinar que a empresas destinem vagas a eles.  Os povos andinos na América do Sul, além de todos os outros nativos, chamados de indígenas que ainda sofrem com a herança colonial que aniquilaram sua forma de vida. A discussão sobre o termo “raça” é intensa, muitas teorias e acadêmicos defendem o termo como forma de poderio político, fico com a teoria de que todos somos seres humanos e que mais que este discurso pareça romântico ainda vale a pena investir no respeito e na igualdade de direitos e expressões. Não e possível falar de Luther King sem lembrar também de Nelson Mandela, outro notável que conseguiu em seu país derrubar as fronteiras entre pretos e brancos. Este ano muito se falará do que faz Mandela na África do Sul, em função da Copa do Mundo.

A responsabilidade jornalística

Infelizmente o preconceito está impregnado em nossas redações. Muitos profissionais que se blindam em suas realidades sem ao menos ter a humildade de entender e compreender suas fontes, de outras classes, credos e comportamentos. Me arrisco em dizer que existe muita hipocrisia em nosso meio. Eu mesmo já agi, muitas vezes com preconceito a determinado assunto. A mídia mais do que qualquer outro órgão da sociedade - como o médico não deve olhar para amarelos, brancos, pretos, ricos ou pobres na hora de salvar vidas. Um juiz que também não deveria levar esses aspectos em consideração na hora de uma sentença - o jornalista, tampouco deve agir com preconceito ou barreiras na hora de contar um fato. Sejamos mais sensíveis, mais tolerantes e mais respeitosos. Que nesta data que celebra a vida de Luther King possamos nos lembrar que somos uma só raça. Exemplo mais do que recente é o Haiti, diversas nações, povos, posições políticas se unindo em favor daquele povo.  

Luiz Gustavo Pacete

 



Escrito por blogimprensa às 13h12
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