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Pra que!?
Não, a história que eu vou contar não é fruto de ficção. Ela aconteceu, hoje! Tá... pode nem parecer tão absurdo, mas euzinha fiquei inconformada, pensando o que passa na cabeça das pessoas. Prestem atenção: Estávamos todos em reunião de pauta, elaborando altas matérias para a edição de outubro que, já adianto de antemão, vai ser muito boa!!! Eis que a Daniela Candido, nossa diretora de marketing, entra na sala com um pacote de Sedex na mão. Vocês não acreditam o que tem aqui, falava entre risadas. Aguardamos a resposta. Ela não veio tão cedo. Dani queria mesmo era fazer um clima de suspense. "Lembram da Maria*, ex-funcionária da revista? Era repórter. Ah vocês não vão lembrar... Vocês não estavam quando ela trabalhou aqui", continuou. Pois bem, a Maria escreveu uma carta. Nela, relembra que trabalhou na redação entre 2003 e 2004 e pergunta como andam as coisas, se todos estão bem, essas cordialidades todas. "Estava arrumando minhas coisas e encontrei isso que pertence a revista. Estou mandando para devolver", explicou. Estão preparados? Embaixo da carta, dois grampeadores. FIM FIM do pacote. Mas não das dúvidas. O que faz uma pessoa cinco anos depois devolver dois grampeadores (não são livros, jóias, exemplares raros, dinheiro, ouro, computador), repitam comigo, GRAMPEADORES, para a redação? Honestidade, interesse, falta do que fazer, cinismo, premonição? Se você souber a resposta ou tiver mais alguma sugestão escreva para nos acalmar! * nome fictício Karina Padial
Escrito por blogimprensa às 20h11
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Lay out à moda antiga
Mal comentei a edição 249 e daqui a pouco estarei por aqui falando da 250. Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. Mas antes tarde do que nunca (tô cheio dos provérbios hoje). Como a Ana Ignacio já havia delatado neste link aqui, Karina Padial fez parte de um, digamos, "experimento sócio-profissional" entre junho e agosto para uma reportagem assaz interessante publicada em setembro. Padialis, como costumo chamar a excêntrica repórter - a excentricidade em si vale post posterior ("POST POSTerior"? qué isso Igor!?!)-, fez uma metarreportagem sem usar tecnologia. Numa matéria em comemoração aos 22 anos da revista IMPRENSA, a lépida repórter conta como foi buscar fontes e pessoas relacionadas à produção da primeira revista, em 1987, como se estivesse naquela época: sem computador, sem celular, sem câmera e gravador digital, sem internet... A moça quase entrou em parafuso, mas conseguiu. Sua emocionante epopéia rendeu cinco páginas da edição 249 que deveriam ser tema de aula em cursos de comunicação social. Dá pra ler um trecho neste link e ver um pouco também na edição digital, mas nada como comprar a revista e folhear suas páginas para ter um gostinho dessa deliciosa matéria. A Karina liderou o empreendimento, mas não o conduziu completamente sozinha. Contou com o apoio constante de nossa outra repórter, a serelepe Pamela Forti, e de uma torcida da redação. Até a arte entrou no espírito e resolveu, em uma das páginas da matéria, ressuscitar o velho método do paste up (ou pestape). Produziram-na a partir de tipografia digital, é verdade. Mas todo o resto - grade, fios, legenda, foto, rodapé - foram compostos manualmente, na base do recorta e cola. Eu fotografei com meu celular e por isso este registro em especial não saiu na matéria, se não estaríamos "roubando. Mas aqui é permitido. Deem uma olhada: 
"Onde foi parar aquele 't' de 'estamos perdidos'?", pergutam-se Gustavo Marin e Lubana Alves. 
O Gustavo cortando um milimétrico fio de página. É importante frisar que eles não aprenderam isso num dos iMacs da faculdade... 
...Tiveram que recuperar as aulas do prézinho. Acima, Lubana cola o fio recém cortado pelo Gustavo. Brincadeiras à parte, o resultado ficou muito bom e vale a pena ser conferido. Edição 249 da revista IMPRENSA, pág. 58. Igor Ribeiro
Escrito por blogimprensa às 00h39
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El papel de la bu....ena intención
Que Cuba vive parada no tempo, a custo de uma utopia cada vez mais em descrédito, já sabemos. Que mulheres sofrem para manter sua vaidade, tendo que racionalizar os xampus e cremes, que quase não existem na ilha, também sabemos. Que carne bovina é uma raridade e é limitada, sendo reservada, em sua maior parte aos turistas, também temos conhecimento. Que o governo continua cerceando e impedindo a liberdade de expressão no país e enfiando garganta abaixo as publicações comunistas, também já sabemos...
Assim como conhecemos diversos outros fatores que ilustram a decadência do regime dito "socialista" em Cuba. Mas a revista Veja em sua edição de 9 de setembro forçou a barra na matéria "Até que enfim serviram para algo", assinada por Duda Teixeira. A reportagem mostra que em Cuba falta papel higiênico e que o povo da ilha está tendo que se utilizar de folhas de jornais como o Granma, Trabajadores e o Dicionário de Pensamentos de Fidel Castro para fazerem sua “higiene pessoal”. Pode até estar ocorrendo isso lá, mas a matéria apela fazendo uma exposição desnecessária do assunto. Ilustraram até com uma tabela mostrando o "custo beneficio" entre usar papeis higiênicos e os jornais, além do conforto e qualidade apropriada para cada finalidade. "O Granma é ansiosamente esperado por uma fila que se forma a partir das 6 horas da manhã. A maioria é de aposentados que complementam pensão minguada com o comércio de jornais para uso sanitário" Luiz Gustavo Pacete
Escrito por blogimprensa às 10h35
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