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Blog da revista e portal IMPRENSA, dedicados à cobertura e análise da mídia. Comunicação, jornalismo, publicidade, assessoria de imprensa, relações públicas, propaganda, rádio, internet e televisão estão entre as pautas do BlogIMPRENSA.

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É nóis em Cannes!

Caros leitores e amigos!

A Revista Imprensa, por meio do seu Caderno de Mídia, está em Cannes, a postos para a cobertur do Festival de Cannes. Rodrigo Manzano, diretor editorial, desembarcou ontem mesmo por lá e criou o twitter: /midiaemcannes para nos atualizar com as últimas notícias!

Quem também está por lá e mandando ver no twitter é o jornalista Marcelo Affini, (/marceloaffini) da Oca Comunicação e que, pelo terceiro ano consecutivo, foi convidado pelo Clube de Criação de São Paulo para fazer a cobertura.

Vamos acompanhar! A matéria sobre Cannes estará na edição de julho da Revista Imprensa/Caderno de Mídia.

Karina Padial



Escrito por blogimprensa às 13h19
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Mais infos

Mais para o banco de dados que eu disse que ia manter por aqui, retirado no "Pocket World en Figures - 2009 Edition".

Vamos para o tópico "Press Freedom - Based on 50 questions about press freedom - Scores, 2007":

Most Freedom

1 Iceland / Norway

3 Estonia / Slovakia

5 Belgium

Finland

Sweden

8 Denmark / Ireland / Portugal

11 Switzerland

12 Latvia / Netherlands

14 Czech Republic

15 New Zealand

16 Austria

17 Hunagry

18 Canada

19 Trinidad & Tobago

10 Germany

Karina Padial



Escrito por blogimprensa às 20h14
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Dia D para o Twitter

O serviço de microblog estava sendo utilizado como uma das poucas ferramentas de informação ao mundo sobre o que acontecia no Irã. A coisa pegou fogo com os manifestos que contestavam as eleições iranianas. Ontem eu vi imagens dos protestos que se assemelham a um reveillon diurno em Copacabana (aqui é mais comum ver gente se unindo para bebemorar. Lá, para protestar. Curioso). O fato é que bloquearam no Irã o acesso a diversos sites de comunicação com o mundo ocidental e redes sociais. Restou o Twitter.

Hoje, saiu esta nota no Portal IMPRENSA

Manifestações no Irã motivam Twitter a adiar manutenção na rede de microblogs

O Twitter decidiu adiar a manutenção no serviço de microblogs, previsto para ocorrer na última segunda-feira (15), por conta das manifestações em represália às eleições no Irã. O serviço será realizado na madrugada desta terça-feira, no horário de Teerã, capital do país. Com a decisão do governo islâmico em censurar o Gmail, Facebook e Friendfeed, a rede social permanece como uma das únicas alternativas de protestos pela população local.

Nesta terça-feira (16), o Conselho dos Guardiões, principal órgão legislativo do Irã, acatou pedidos de autoridades e comunidades internacionais pela recontagem dos votos que mantiveram Mahmud Ahmadinejad na presidência. Suspeitas de irregularidades nas eleições foram levantados após o atual presidente ter obtido 62% do eleitorado, números muito além aos de pesquisas prévias ao pleito.

Mesmo ao aceitar a recontagem dos votos, o Conselho descarta a anulação das eleições presidenciais do país. A informação é da agência AFP.


A idéia de adiar a manutenção para a madrugada iraniana de terça foi simples mas, convenhamos, relevante. Palmas para o Twitter, novamente. Isso deve ter rendido alguns milhões no contrato de compra do site pelo Google.

Ricardo Fernandes



Escrito por blogimprensa às 13h04
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Espelho quebrado

Assisti neste domingo à reprise do programa “Fora do Eixo”, da SporTV, e me chamou a atenção uma matéria sobre o sambista Diogo Nogueira. Não fiquei impressionado com a reportagem, e nem com o músico em si, que já conhecia de outros Carnavais. A matéria, pelo contrário, foi mais um desperdício no tratamento desse ótimo personagem que é o Diogo. Confuso? Explico.

Diogo é filho de João Nogueira. E o quanto João Nogueira é essencial para entender e apreciar o samba, principalmente aquele feito no Rio de Janeiro nos anos 1970 e 1980, é chover no molhado. Quando eu era criança, um K-7 do João Nogueira frequentava o carro dos meus pais. O disco era “Espelho”, a foto da capa focava um reflexo de João, com efeito laminado nas bordas. Muito antes de eu começar a gostar de samba de verdade, aquela fitinha já me fascinava. 

A faixa-título de “Espelho” é uma composição do próprio sambista com Paulo César Pinheiro, em que homenageia o violonista João Batista Nogueira, avô de Diogo. Na belíssima letra, João canta, entre outras coisas, do sonho de ser jogador de futebol, mas de como o destino o levou a seguir os passos do pai, daí “Espelho”:

“E me abracei na bola e pensei ser um dia
Um craque da pelota ao me tornar rapaz
Um dia chutei mal e machuquei o dedo
E sem ter mais o velho pra tirar o medo
Foi mais uma vontade que ficou pra trás”

E depois, ao emendar o último refrão, a parte mais bonita desse magnífico e relegado samba diz:

“Eh, vida voa
Vai no tempo, vai
Ai, mas que saudade
Mas eu sei que lá no céu o velho tem vaidade
E orgulho de seu filho ser igual seu pai
Pois me beijaram a boca e me tornei poeta
Mas tão habituado com o adverso
Eu temo se um dia me machuca o verso
E o meu medo maior é o espelho se quebrar”

Infelizmente João morreu em 2000, mas deixou esta e outras pérolas do samba para nosso deleite musical. Eis que, há cinco anos, uma amiga me chama para assistir a um show num barzinho pequeno do bairro paulistano de Pinheiros. Ela estava produzindo justamente o filho de João, o Diogo. Eu fui. 

Apesar do show modesto, foi uma grata surpresa conhecer Diogo. A voz grave e o jeito malandro da Lapa não só lembravam o pai, como faziam uma reverência digna do velho sambista. Além de tudo, no breve momento em que falamos, Diogo se mostrou bastante humilde, quase que insistindo para que eu fizesse alguma crítica ao show dele, e depois honestamente grato pelos meus elogios. Ali, fiz contato com uma moça que faria assessoria de imprensa para ele em São Paulo. Nova e um tanto inexperiente, ela e minha amiga produtora insistiram para que eu elaborasse um release para Diogo. Pedi um CD, alguns dados biográficos, e mãos a obra. 

Releases não são bem minha praia, mas quando o artista é bom, tudo fica mais fácil. Quando é filho do João Nogueira, melhor ainda. Com a história do Diogo, então, nem se fala. O rapaz foi jogador de futebol de verdade e, às vésperas de virar profissional pelo Cruzeiro de Porto Alegre, contudiu-se gravemente e adiou os planos. Essa sua relação com o futebol (e atualmente com o tênis) foi o gancho do programa “Fora do Eixo”. 

Desiludido da pelota, Diogo tirou da sacola as canjas e as rodas de samba em que acompanhava o pai e resolveu, assim, cantar e compor. Além da força do destino, existe uma coincidência magnífica e poética na história de pai e filho que se encontram na letra de “Espelho”. Mas ninguém na mídia parece lembrar disso. É só fazer uma busca, conferir por aí, ou assistir à própria matéria da SporTV.

Para mim, foi natural construir o texto em cima dessa música. Eu não tenho mais o original, infelizmente. Mas creio não ter sido nunca utilizado. Pois a imprensa em geral ignora o fato ao falar de Diogo. E o próprio sambista, humilde ou desavisado, não deve ficar se pautando em cima dessa história. Pessoalmente, acho incrível ninguém mais explorar uma ótima ideia que praticamente nasceu pronta.

Claro, há diversas hipóteses para isso. Primeiro, as pessoas simplesmente não lembrarem dessa música ou da carreira de João, o que é uma pena. Outra hipótese seria as pessoas saberem desses fatos, mas o desprezarem por julgarem muito óbvio, o que também é uma pena. Afinal, há obviedades bobas, que soam redundantes e emburrecedoras, e há grandes e felizes coincidências como as histórias de João-vô, João-pai e Diogo que, por mais que voltemos a elas, dificilmente se esgotarão. 

No fim das contas, o jornalismo bobo e infantil destes dias parece preferir ganchos forçadíssimos para provocar um riso constrangedor ou qualquer outra reação sem-graça no telespectador – pois quase sempre é um problema televisivo. Não só no caso de Diogo, mas em muitas matérias sobre cultura, comportamento e esportes, a mídia parece evitar vieses mais inteligentes e menos faustolóides. É a aposta no fácil, no garantido. Perde-se, assim, a oportunidade de criar coisas fantásticas a partir de materiais extremamente simples. 

Quem quiser resgatar a bela canção de João Nogueira, vale ver esse clipe que o pai gravou para o “Fantástico”, por volta de 1978:

“Ai, mas que saudade
Mas eu sei que lá no céu o velho tem vaidade...”

Igor Ribeiro



Escrito por blogimprensa às 01h09
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